Efeito das técnicas ativadas por ultrassom na redução de bactérias, endotoxinas e expressão de MMP-8 na infecção endodôntica primária
Khoury RD, Orozco EIF, Corazza BJM, Toia CC, Minhoto GB, Carvalho CAT, Valera MC
Odontologia Restauradora - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou a eficácia de diferentes protocolos de irrigação final na remoção de bactérias cultiváveis, lipopolissacarídeos (LPS) e verificou a influência dessas técnicas na expressão da MMP-8. Quarenta e cinco dentes de pacientes com infecção endodôntica primária tiveram seus canais preparados (PBM) com sistema reciprocante associado a solução de NaOCl a 2,5% e foram divididos aleatoriamente 3 grupos, de acordo com o protocolo de irrigação final: irrigação convencional (IC); ativação ultrassônica passiva (AUP) e ativação ultrassônica contínua (AUC). Após o PBM, os dentes receberam medicação intracanal (MIC) com Ca(OH)2 por 14 dias. Amostras do canal radicular foram coletadas antes do PBM (s1), após protocolo de irrigação final (s2) e após a remoção da MIC (s3). Amostras de MMP-8 foram coletadas do fluido intersticial periapical somente em (s2) e (s3). As bactérias cultiváveis e os níveis de LPS foram quantificadas pela técnica de cultura e ensaio Limulus Amebocyte Lysate, respectivamente. O nível de MMP-8 foi mensurado através do ensaio imunoabsorção enzimática. A análise intra-grupo mostrou que todos os protocolos foram eficazes na redução de bactérias e LPS. O grupo AUP foi o mais eficaz na redução de bactérias, enquanto o grupo AUC foi o mais eficaz na redução do LPS. Não foram observadas diferenças significantes entre os grupos nos níveis de MMP-8 antes e após a MIC. Ocorre maior redução de bactérias e LPS quando as soluções irrigadoras são ativadas com ultrassom na limpeza final mas esta ativação não interfere nos níveis de MMP-8. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2018/01703-9)PN1173 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Avaliação da qualidade e o tempo da instrumentação do conduto em molares decíduos com diferentes tipos de limas e técnicas de instrumentação
Paiva SAF, Meira LP, Castaldelli MM, Saguchi AH, Cardoso CAB, Machado MHB, Navarro RS, Araki AT
Endodontia - UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Na Odontopediatria o atendimento clinico deve aliar rapidez e qualidade técnica visando minimizar o estresse dos pacientes. O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade e o tempo da instrumentação do conduto em molares decíduos com diferentes tipos de limas e técnicas de instrumentação. Foram utilizados 30 molares decíduos de acrílico preenchidos com hidróxido de cálcio (CaOH), radiografia inicial, divididos em 3 grupos (n= 10), tratamentos por endodontista: G1 instrumentação manual com limas tipo Flex seguindo do sistema Crown Down, irrigação e aspiração até o CRT, G2 instrumentação com limas Easy Prodesign M® (Easy) com movimentos rotatórios, irrigação e aspiração até o CRT, G3 instrumentação com limas Endo Eze Tilos® (Ultradent) com contra ângulo, irrigação e aspiração até o CRT. Posteriormente os dentes foram preenchidos com CaOH e radiografia final. As imagens foram avaliadas por três endodontistas, calibrados, cegos e realizados testes Kappa e Kruskal-Wallis. O tempo da instrumentação foi cronometrado e os dados submetidos ao testes de Anova e Tukey. Avaliando a qualidade do preparo não houve diferença estatística entre os grupos (p> 0,05) apesar do G2 apresentar resultados mais favoráveis. Os tempos (min) não apresentam diferença significativa entre G1 (8,10) e G3 (6,63) (p> 0,05), houve diferença significativa entre G2 (15,11) e G3 (p< 0,05). Pode-se concluir que a qualidade dos preparos dos condutos não sofre alteração com os diferentes tipos de instrumentos, o limas Endo Eze Tilos® com motor promoveu menor tempo de atendimento (Apoio: CAPES N° 1798137)