Gênero e idade influenciam o processo de reparo ósseo alveolar em camundongos 129Sv/Ev
Bacelar-Marcolino ACZ, Simionato GB, Silva ACR, Duarte MAH, Andreo JC, Matsumoto MA, Biguetti CC
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os hormônios sexuais exercem efeitos importantes sobre mediadores inflamatórios, podendo influenciar nos processos de reparação tecidual ao longo do envelhecimento. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de reparo alveolar de camundongos 129Sv/Ev fêmeas (F) e machos (M), nas idades de 3 a 4 meses (adultos jovens, Jv) e de 17 a 18 meses (idosos, Id). Assim, 15 animais de cada sexo e grupo etário (F-Jv, M-Jv, F-Id, M-Id) foram submetidos à exodontia do incisivo superior direito, e analisados nos períodos de 7, 14 e 21 dias (n:5). Após as eutanásias, as maxilas contendo os alvéolos foram submetidas a análises microtomográficas (microCT) e histopatológicas em H&E. Os dados obtidos pelo microCT foram submetidos a testes estatísticos considerando-se p≤0,05. A proporção de tecido ósseo neoformado (BV/TV, %) foi maior no grupo F-Jv em comparação ao F-Id aos 7 dias. Aos 14 dias, houve aumento dessa variável no grupo M-Id em comparação ao F-Id. Não foram detectadas diferenças estatísticas para as variáveis morfológicas Tb.Th e Tb.Sp. Na análise histopatológica as diferenças qualitativas mais evidentes foram observadas aos 21 dias nos grupos Jv, onde as fêmeas ainda apresentavam atividade osteoblástica, enquanto que os machos exibiam trabéculas maduras. Nos grupos Id, as fêmeas mostraram intensa atividade osteoclástica aos 14 dias e 21 dias. Nos machos, as trabéculas maduras já mostravam-se em remodelação nos mesmos períodos. No presente modelo animal, o processo de reparo ósseo alveolar é influenciado pelo gênero e idade, de modo mais importante nas fêmeas idosas. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2018/08913-9)PN1108 - Painel Aspirante
Área:
1 - Cirurgia bucomaxilofacial
Microarquitetura e propriedades mecânicas ósseas em ratos com diabetes tipo 1, submetidos a insulinoterapia e oxigenoterapia hiperbárica
Linhares CRB, Limirio PHJO, Venâncio JF, Soares PBF, Dechichi P
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar o efeito da oxigenação hiperbárica (OH) e da insulinoterapia (I) na microarquitetura, composição e propriedades mecânicas em tíbias de ratos com Diabetes Mellitus tipo I (DMTI). Quarenta e oito ratos foram divididos em 6 grupos (n=8): Normoglicêmicos (N); Normoglicêmicos + OH (NH); Diabéticos (D); Diabéticos + OH (DH); Diabéticos + Insulina (DI); Diabéticos + OH + Insulina (DIH). O DMTI foi induzido por injeção intravenosa de estreptozotocina. Os grupos DI e DIH, receberam 4UI de insulina NPH/dia. Trinta dias após a indução, NH, DH e DIH foram submetidos a OH por 7 dias. Quatorze dias após o início da OH, os animais foram eutanasiados, as tíbias removidas e mantidas a -20oC. Posteriormente, as tíbias foram descongeladas e submetidas às análises: macroscópica, microtomografia computadorizada (micro-CT), flexão de 3 pontos e espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR). Nos resultados, D mostrou comprimento, espessura cortical, volume ósseo, anisotropia e maturidade do colágeno menor que N e DI; e DIH mostrou valores de comprimento e espessura maiores que DH e DI. A dimensão fractal foi menor em N comparado a D e DI. A maturidade do colágeno foi maior em DIH, DH e NH comparado a DI, D e N. Na razão das matrizes orgânica/mineral, D foi menor que N. Força máxima e rigidez foram maiores em N e NH comparados a D e DH. Conclui-se que DMTI comprometeu o crescimento, a microarquitetura, a composição da matriz e as propriedades mecânicas ósseas. A insulinoterapia reduziu os efeitos deletérios do DMTI e a OH teve efeito pouco significativo. (Apoio: CAPES | N° FAPEMIG | N° REBIR-UFU)PN1106 - Painel Efetivo
Área:
1 - Cirurgia bucomaxilofacial
Avaliação microscópica do tecido ósseo frente a utilização de parafusos de osteossíntese auto perfurantes e não auto perfurantes
Momesso NR, Costa BE, Rosa VM, Oliva AH, Biguetti CC, Matsumoto MA, Ribeiro Junior PD
Ciencias Básicas - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Atualmente, o uso de placas e parafusos para fixação interna de fraturas craniofaciais e osteotomias permite menor morbidade aos pacientes, podendo ser utilizados parafusos do tipo auto perfurantes (AP) e não auto perfurantes (NAP). Entretanto, ainda há controvérsias sobre a melhor alternativa considerando-se a resposta do tecido ósseo. Desse modo, o presente estudo analisou a resposta do tecido ósseo de ratos Albinus Wistar frente à instalação desses parafusos. Foram utilizados 24 ratos machos, com idade de 5 meses, os quais receberam parafusos AP na tíbia esquerda e NAP na tíbia direita. Foram eutanasiados e igualmente distribuídos nos períodos imediato, 2, 7 e 21 dias pós implantação (n:6). A análise histopatológica revelou neoformação óssea ao redor dos dois tipos de parafusos ao longo do processo de cicatrização, incluindo a superfície da cabeça dos parafuso observado aos 21 dias, com diminuição significativa do processo inflamatório entre os períodos experimentais de 2 e 21 dias. Ambos os grupos apresentaram osteoclastos TRAP+ aos 7 dias, principalmente nas áreas adjacentes de pressão, sem diferenças significativas entre os grupos. A partir destes resultados, concluiu-se que ambos os parafusos, AP e NAP, permitiram resposta tecidual satisfatória, possibilitando neoformação óssea sobre suas superfícies no período final de reparação.