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PN0851 - Painel Aspirante
Área:
7 - Estomatologia
Epidemiologia da candidose oral: um estudo populacional de base domiciliar em um município de médio porte na Amazônia
, Muniz AB, Lima PMN, Fernandes OCC, Oliveira LD, Herkrath FJ
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetiva descrever a prevalência de candidose oral e suas manifestações clínicas, além de identificar as espécies de levedura do gênero Candida e sua prevalência na mucosa palatal e na prótese dentária. Este foi realizado no município de Tefé, Amazonas, com idosos de 65 a 74 anos cadastrados na atenção básica. A coleta de dados foi realizada por meio de visitas domiciliares incluindo a realização de exames clínicos orais e coleta de material biológico com a utilização de swab's, onde foram semeados em meio CHROMAgar Candida, que permite a determinação da prevalência das espécies através da coloração e morfologia das colônias. Para análise estatística utilizou-se o software Stata MP. A prevalência de candidose oral foi encontrada em 20,7% dos idosos, apresentando diferenças quanto a zona de residência, onde os urbanos apresentam números maiores da doença e de manifestação manifestações clínicas (p<0.05). As razões de chance para desenvolver a doença foram maiores nas mulheres, em idosos desdentados e nos usuários de próteses dentárias. As espécies de Candida albicans foram prevalentes na infecção e na colonização das próteses, enquanto na colonização em boca apresentaram porcentagens semelhantes entre a Candida não-albicans. Quanto a prevalência de espécies entre o local de residência, as Candida albicans prevaleceram na zona urbana e do tipo Candida não-albicans na área rural (p<0.05). Este estudo identificou alta prevalência de candidose oral em idosos amazonenses, com diferença de espécies quanto ao local de residência do participante.PN0852 - Painel Aspirante
Área:
7 - Estomatologia
Alterações citológicas inflamatórias do epitélio bucal de pacientes em Profilaxia Pré-Exposição ao HIV
Baggio GL, Macedo NF, Henn IW, Batista TBD, Ignácio SA, Azevedo-Alanis LR, Souza PHC
Odontologia - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar alterações citológicas inflamatórias do epitélio bucal de pacientes em Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP). Realizou-se coleta de células epiteliais da mucosa jugal direita e esquerda de trinta pacientes selecionados para PrEP, para a avaliação das seguintes alterações celulares inflamatórias: cariomegalia, bi ou multinucleação, cariopicnose, cariorrexe, queratinização e atrofia. A primeira coleta foi realizada antes do paciente iniciar o tratamento (T1), e a segunda após 30 dias do uso da medicação (T2). Dois citopatologistas experientes avaliaram as lâminas de forma independente e cegada. O teste não paramétrico de Wilcoxon mostrou alto grau de concordância entre os observadores (p>0,05). Utilizou-se o mesmo teste para avaliar diferenças estatísticas de todas as alterações celulares entre T1 e T2 (p=5%). Dos trinta pacientes, 93,4% (n=28) eram homens, com idade média de 28,75 anos, e 6,6% (n=2) eram mulheres, com idade média de 49,50 anos. De todas as alterações celulares analisadas, houve um aumento estatisticamente significante do número de células com cariomegalia em T2 comparado com o tempo inicial T1 (p=0,033). O aumento do número de células do epitélio bucal com cariomegalia após 30 dias do uso da PrEP pode significar alteração inflamatória neste local. Entretanto, ainda é necessário um acompanhamento a longo prazo de pacientes em PrEP para avaliar de forma mais consistente as alterações celulares inflamatórias do epitélio bucal possivelmente associadas a este tipo de profilaxia. (Apoio: Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (FA))PN0853 - Painel Aspirante
Área:
7 - Estomatologia
Impacto das alterações bucais na qualidade de vida de indivíduos com artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico
Manzano BR, Quispe RA, Maciel AP, Betting CGG, Merlini NRG, Bariquelo MH, Santos PSS, Rubira CMF
Estomatologia e Radiologia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto das alterações bucais na qualidade de vida de indivíduos com artrite reumatoide (AR) e lúpus eritematoso sistêmico (LES). Trata-se de um estudo caso-controle aprovado pelo comitê de ética local (CAEE:71639117.1.0000.5417) em 32 indivíduos com AR, 28 com LES e 29 do grupo controle (GC). Foram avaliados a relação das alterações bucais, gravidade da xerostomia (GX) e frequência de boca (BS) seca pelo Inventário de xerostomia, dentes cariados, perdidos e obturados, doença periodontal, índice de placa, índice gengival, fluxo salivar em repouso e mecanicamente estimulado com a qualidade de vida (QV) avaliada pelos questionários SF- 36 (QV global) e OHIP-14 (QV bucal). Os dados foram analisados pelas correlações de Pearson e Spearman, testes t de Student, Kruskall-Wallis, Anova. Os resultados mostraram que a candidíase bucal e halitose gerou impacto negativo na QV bucal dos indivíduos com AR. A GX e BS comprometeu negativamente a QV bucal no AR e LES. Mas os indivíduos com LES apresentaram pior QV global, sendo a xerostomia a principal alteração bucal. Pode-se concluir que indivíduos com AR e LES apresentam mais alterações bucais com impacto negativo na QV comparado ao grupo sem doenças reumáticas autoimunes. (Apoio: CAPES N° 001)