Análise in situ do efeito do fosfopeptídeo de caseína fosfato de cálcio amorfo no esmalte dental sob condições de refluxo gastroesofágico
Santos LRAC, Silva ACA, Lôbo BC, Albuquerque SAV, Cortellazzi KL, Nóbrega DF, Sandes-Filho MS, Santos NB
Ciências da Saúde e Odon - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo in situ, randomizado, duplo-cego e cruzado analisou o efeito do fosfopeptídeo de caseína fosfato de cálcio amorfo (CPP-ACP) no esmalte dental sob condições de refluxo gastroesofágico. Seis voluntários com Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), escovaram os dentes e blocos de esmalte dental bovino (n=120), contidos em dispositivo intra-oral, durante 5 etapas de uma semana cada, com intervalo de uma semana de washout. Foram testados os seguintes dentifrícios: MI Paste One®, Colgate Sensitive®, Regenerate®, Sensodyne Pró-esmalte® e pasta com 1.450ppm de flúor (controle ativo). Análises realizadas: microdureza (Knoop), rugosidade superficial (Ra), MEV e EDS. Para análise estatística aplicou-se Log 10 e testes: Kolmorogov Smirnov, Levene e ANOVA (one way) para microdureza e não paramétricos de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney para Ra considerando p ≤0,05 significativo.Aprovação CEP 2.658.268. Os produtos analisados produziram microdureza semelhantes estatisticamente (p=0,76). MI Paste One®, não aumentou a dureza superficial do esmalte dental, alcançando resultados semelhantes aos demais dentifrícios. MI Paste One® não proporcionou diferença de Ra do esmalte quando comparado ao controle ativo, Sensodyne Pró-esmalte® e Colgate Sensitive®, porém, promoveu maior rugosidade que Regenerate®(p=0,01). Colgate Sensitive® e MI Paste One® apresentaram maiores percentuais de Cálcio e Fósforo. Conclui-se que o CPP-ACP apresentou remineralização do esmalte dental semelhante aos demais dentifrícios sob condições de refluxo gastroesofágico.PN0688 - Painel Aspirante
Área:
3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
Terapia fotodinâmica com luz azul associada a soluções à base de extratos de pequi
Ferreira LAQ, Diniz LA, Atanazio ARS, Ribeiro RB, Ferreira MVL, Caldeira ASP, Braga FC, Diniz IMA
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a citotoxicidade de diferentes soluções à base de extratos de pequi (EP) em linhagens de queratinócitos humanos (HaCaT) associadas ou não à luz azul (terapia fotodinâmica - PDT). Os grupos experimentais foram: (1) controle; (2) EP 10 µg/ml; (3) EP 30 µg/ml; (4) EP 90 µg/ml, (5) luz azul - LA (duas aplicações de 30 s - DMC; 445 nm; 100 mW; 23 J/cm2) (6) EP 10 µg/ml e LA - PDT10; (7) EP 30 µg/ml e LA - PDT30; (8) EP 90 µg/ml e LA - PDT90. Após 5 minutos de contato com as células, foram realizados os ensaios de viabilidade nos tempos 24h, 48h e 72h e de migração celular ("cell scratch" e "live/dead") no tempo de 72h. Em 24h, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos experimentais em termos de viabilidade. No intervalo de 48h, independentemente da concentração do EP, os grupos PDT demonstraram viabilidade celular significativamente menor que do extrato sozinho (p<0,05). Após 72h, todos os grupos PDT demonstraram viabilidade celular significativamente menor que o controle. Os resultados de migração demonstraram um efeito estimulatório das concentrações de EP isoladamente, enquanto um efeito inibitório quando em associação à luz azul. Baixas concentrações de pequi podem estimular queratinócitos, enquanto sua associação com a luz azul apresenta potencial citotóxico moderado. (Apoio: FAPEMIG | CNPq N° 438748/2018-2 | CNPq N° PIBIC)PN0691 - Painel Aspirante
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Irradiação UV como método de desinfecção para reduzir a contaminação cruzada por COVID-19 em Odontologia: a scoping review
Malateaux G, Gamarra RS, Dib LL
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O novo coronavírus (COVID-19) tornou-se uma pandemia rapidamente. Sua transmissão ocorre principalmente por contato direto, mas sua transmissão indireta não pode ser negligenciada. O consultório odontológico é um local de alto risco de contaminação, principalmente por meio de aerossóis e partículas decantadas na superfície. A preocupação com a biossegurança tornou-se iminente e os suprimentos essenciais de proteção individual (EPI) se tornaram escassos. Vários métodos de desinfecção estão sendo estudados para reduzir a infecção cruzada, como a luz ultravioleta (UV). Realizamos uma revisão da literatura recente, a fim de elucidar o uso da tecnologia UV na desinfecção de ambientes e superfícies para reduzir a contaminação cruzada do COVID-19 na área da saúde e como ela pode ser usada na área odontológica. Utilizou-se a base de dados PubMed, e os artigos foram selecionados de acordo com sua relevância, entre 2018 e 2020. A descontaminação em ambientes e superfícies é eficaz, enquanto o uso de UV no EPI parece possível, mas merece atenção. Não há na literatura muitos estudos relacionados ao uso da luz ultravioleta C na odontologia. Porém, através de estudos em outras áreas, podemos prever seu uso na mesma. Sugere-se a realização de mais estudos voltados a desinfecção por luz ultravioleta na área odontológica, para que a mesma possa ser utilizada de forma segura e eficaz. (Apoio: CAPES N° 88887.488989/2020-00)