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 2 Resumo encontrados. Mostrando de 1 a 2


FC005 - Fórum Científico
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Matriz extracelular do biofilme favorece disbiose bacteriana e resistência antimicrobiana: nova abordagem terapêutica para implantes
Costa RC, Souza JGS, Bertolini MME, Retamal-Valdes B, Feres M, Barão VAR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Biofilmes são comunidades microbianas envoltas por uma matriz extracelular (ME). ME é capaz de criar um ambiente favorável para o crescimento microbiano, o que também pode favorecer a disbiose. Além disso, considerando o papel protetor da ME, terapias que visem sua degradação poderiam otimizar o efeito de antibióticos. Tais hipóteses foram testadas no presente estudo na superfície do titânio. Para isso, um modelo in vitro de biofilme que simula a transição de uma condição supra para subgengival foi utilizado. Tratamentos com diferentes carboidratos foram utilizados para formar biofilmes ricos em ME (experimental) ou não (controle). Monocamada de fibroblastos foi utilizada para avaliar a virulência dos biofilmes. Estratégia combinada de pré-tratamento com agente degradante de ME (iodopovidona) seguida de antibióticos (amoxicilina + metronidazol) foi testada em modelo in situ. Biofilmes ricos em ME favoreceram a transição de um biofilme comensal para um perfil patogênico, favorecendo bactérias anaeróbias, como Porphyromonas gingivalis e Tannerella forsythia (~3x). ME também aumentou a virulência do biofilme, desencadeando maior dano às células hospedeiras (p<0,05). Embora a ME promoveu menor suscetibilidade antimicrobiana do biofilme (p<0,05), o uso da estratégia combinada aumentou o efeito dos antibióticos (p<0,05).
A ME favorece o crescimento de patógenos putativos e reduz a susceptibilidade à antimicrobianos no titânio. A nova abordagem que degrada ME pode potencializar o efeito de antimicrobianos utilizados nas infecções peri-implantares.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2018/04630-2)
FC006 - Fórum Científico
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Alterações proteômicas e morfológicas causadas pela ingestão aguda do fluoreto no jejuno e no íleo de ratos
Dionizio A, Melo CGS, Sabino-Arias IT, Araujo TT, Ventura TMO, Perles JVCM, Zanoni JN, Buzalaf MAR
Ciências Biológicas - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O fluoreto (F) em doses terapêuticas é importante para controlar a cárie, porém, o consumo desmedido pode ser prejudicial ao organismo. O trato gastrointestinal é a principal rota de absorção do F. Com isso, alterações gastrointestinais são os primeiros sintomas após a exposição aguda ao F, mas os eventos mecanísticos que levam a esses sintomas são desconhecidos. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar alterações no perfil proteômico e morfológico no jejuno e íleo de ratos após exposição aguda a F. Ratos machos receberam, por 29 dias, água deionizada. No último dia, receberam, por gavagem gástrica, uma dose única de F contendo 0 (controle) ou 25 mgF/Kg, totalizando 30 dias de tratamento. Após a administração de F, houve uma diminuição na espessura da túnica muscular para ambos os segmentos, na densidade dos neurônios HuC/D-IR e nNOS-IR no jejuno, mas no íleo apenas nos neurônios nNOS-IR. Além disso, as varicosidades SP-IR aumentaram em ambos os segmentos, enquanto as varicosidades VIP-IR aumentaram no jejuno e diminuíram no íleo. Quanto à análise proteômica, as proteínas com expressão alterada foram em especial reguladas negativamente e associadas principalmente à síntese de proteínas e metabolismo energético. Houve também alterações nas proteínas envolvidas na defesa oxidativa/antioxidante, apoptose e citoesqueléticas.
Nossos resultados, sugerem que os sintomas gastrointestinais encontrados nos casos de intoxicação aguda pelo F podem estar relacionados a alterações morfológicas no intestino e nas proteínas que regulam o citoesqueleto.
(Apoio: FAPESP  N° 2016/09100-6)